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segunda-feira, 15 de março de 2010

Tantos e Tontos...

Tenho vários pensamentos. Tantos que nem sei quantos...
Talvez minha mente seja fértil... Só sei que eles brotam insanos... como ervas daninhas... tinhosos, sagrados e profanos...
E aparecem sem sequer haver alguma razão... Alguns são majestosos, outros afetuosos, existem ainda os extravagantes e os horripilantes. Existem também os convincentes que parecem até a mais pura e sublime verdade, quase enganam a mente...
Eles são tantos e tontos... até me perco... E já perdi as contas de quantos reinos me foram oferecidos para que eu pudesse contar um deles, um desses auto-encontros..
Mas pensamento é bicho esquisito, vivo e arisco... não querem ser descobertos e confesso, talvez nem possam... são rabiscos... São Síncopes de ibiscos...
Eles vêm e está armada a confusão... chegam despudoradamente, sem se preocupar com hora ou ocasião... as vezes seguro-os pra não pularem pra fora e serem vomitados ao chão...
Lugar de pensamento é na cabeça... Lá eles nascem, crescem e são até felizes, riem sozinhos ou se lamuriam e choram lágrimas secas... Só devem tomar o mundo de forma Cabalmente genial!!!
 
Podem ser Uma poesia, Um descontrole, Uma viagem, Um surto, Um susto assustado...
A chave de casa, Um nada, Uma carta, Uma ilusão. Cadê o que foi dito???
O esconderijo, A paisagem, O vento...

Uma frase, Um poema torto, Todo fardo, todo vício,
O salto, o precipício...

No fim, são hospícios despreparados para psicóticos terminais,
Narcóticos traficados para inexperientes corações...
Carinhos transpirados em poros de algodão
Ilusões que sobem pelas veias...

[Injeções letais]

Anestesias gerais! Transformam-se em sua realidade vasta e inventada... afazeres mentais de meias verdades morais...
As vezes excesso de bagagem da viagem interminável dos loucos e insanos.. .
 

E eles são tantos, e tontos...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eu T Amo

by Arnaldo Baptista

Porque além de criativo, ele é Lóki bicho!!! 
 

quarta-feira, 10 de março de 2010

Velozes e Furiosos


Estou inclinada a acreditar que a selva consegue ser mais harmoniosa do que o trânsito. Ao menos lá impera a lei da sobrevivência. Já no trânsito não há sequer uma lei que funcione. Semáforos, faixas e placas e nada são a mesma coisa. Nem a ameaça de multa consegue frear infratores: há tantos que distribuem seus pontos por carteiras alheias e continuam infringindo as leis por aí! Mesmo assim, não existe de fato um único culpado. No entanto, como tenho uma visão meio ‘a pé’ a esse respeito, minha queixa maior é com os motoristas. Na verdade o que percebo é que grande maioria deles anda em alta velocidade e só pára ao ver outro carro. Obviamente eles não querem estragar a lataria de seus imponentes meios de transporte. Já atingir um pedestre parece ser irrelevante. Por conta disso, atravessar algumas vias torna-se mais difícil que ganhar na loteria (mesmo que haja sinalização) e é preciso mudar a rota para chegar ao destino sem nenhum arranhão. Outra coisa que notei em minhas andanças é que os carros têm saído de fábrica sem setas....rrsrsrs... Há também a teoria de que setas tornaram-se equipamentos opcionais de fábrica, sendo bem mais interessante ter um ar-condicionado do que algo que sinalize qual a direção que o cidadão vai seguir. São tantas as atrocidades dos “portadores” de automóveis que são pequenas as linhas para descrevê-las, mas antes que todos os seres motorizados revoltem-se, devo afirmar que pedestres não são nada fáceis de lidar... Já vi muitos desconsertando o mais correto dos condutores. Alguns pensam que são Indiana Jones, incorporam o personagem, dispensam as faixas, passarelas e sinais e atravessam no meio do nada. Já vi uns tentando até atropelar carros. Incrível! Há ainda o pedestre-adventure que ama esportes radicais e, como não pode fazer rapel nem Bunge jumping durante a semana, resolve parar no meio da pista para sentir a adrenalina. Isso sem sequer menciona as bikes cacerenses, que carregam sozinhas bêbados equilibristas e afins, aliás a cidade por mim habitada é a "Capital da Bicicleta", que eu prefiro denominar de a "Capital da bugrecleta desenfreada". Seria cômico se não fosse trágico! E bastaria que cada um cumprisse seu papel e respeitasse o próximo para que essa selvageria – imperatriz das ruas e estradas – chegasse ao seu fim. Mas creio piamente que isso é uma tarefa árdua demais para os selvagens do asfalto, que manipulam seus veículos como quem manipula uma arma pronta a disparar. O pior, é que poucos têm a consciência de que essa arma é letal, e menos ainda têm a sobriedade de agir com prudência, respeitando não somente as leis do trânsito, mas principalmente as pessoas que circulam por ele. De fato, é a maior demonstração de egoísmo que se pode pensar. Os motoristas, pedestres e afins, pouco entendem de respeito ao próximo, porque na verdade o que falta não é somente atenção por parte de todos que estão envolvidos no trânsito, na verdade falta consciência cidadã... E isso, infelizmente as auto-escolas não ensinam...Enquanto isso não muda, continuemos redobrando nossa atenção pra não sermos mais uma vítima do trânsito veloz e furioso...

domingo, 7 de março de 2010

As casas

Há sempre um deus fantástico nas casas
Em que eu vivo. E em volta dos meus passos
Eu sinto os grandes anjos cujas asas
Contêm todo o vento dos espaços.

Sophia de Mello Breyner e Andresen
Num novo endereço... já com cheiro de lar...  
 

sexta-feira, 5 de março de 2010

E tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor

A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento

A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse

A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba

A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...


Ping-Pong virou Babaloo

O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão

O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping

A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD

O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual

A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode

O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico

Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV

Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe

A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...

... De tudo.


Inclusive de notar essas diferenças


Porque eu adorei!!!  

terça-feira, 2 de março de 2010

Espaço Lírico

Não amo o espaço que o meu corpo ocupa

Num jardim público, num estribo de bonde.

Mas o espaço que mora em mim, luz interior.

Um espaço que é meu como uma flor


Que me nasceu por dentro, entre paredes.

Nutrido à custa de secretas sedes.

Que é a forma? Não o simples adorno.

Não o corpo habitando o espaço, mas o espaço

Dentro do meu perfil, do meu contorno.

Que haja em mim um chão vivo em cada passo

(mesmo nas horas mais obscuras) para

Que eu possa amar a todas as criaturas.

Morte: retorno ao incriado.

Espaço: Virgindade do tempo em campo verde.

(Cassiano Ricardo)

Porque às vezes algumas pessoas conseguem transcever o que sentimos sem sequer temos contado a elas...  

segunda-feira, 1 de março de 2010

As novas cores do meu mundo...


Ela é um ser em constante desenvolvimento. Um ser multifacetado. Intenso e insano, tentando encontrar a própria verdade, buscando o conhecimento, tentando entender o mundo e as pessoas... O sim e não, o bom e o mau, o longe e o perto, o afastamento e o abraço... Alguém que gosta de se comunicar, ligar as coisas, conceituar o mundo, relacionar, idealizar, entender e explicar. Na verdade, a loucura e a sanidade de braços dados. Múltiplos poderiam ser os seus nomes. Tantos nomes quantas são as coisas que a movem e a definem. Ex-futura astronauta e patinadora...Talvez. Filha, irmã, tia, madrinha, namorada e amiga. Estudante, pesquisadora, anfitriã ou chef de cozinha... Assim ela pisa as ruas do tempo, e já foi louca, princesa e Maria... Talvez, a insensatez e a sobriedade na mesma alma. Por vezes sarcástica, por outras tantas, sensível demais e piegas. Alguém que anda por aí, meio camuflada no mundo, tentando se definir e escrevendo sobre o que encontra no caminho. "Um punhado de bem e um punhado de mal..." exageraaaada, dramática, que acredita em contos de fadas e em tudo mais que faça brilhar os olhos, apaixonada, apaixonante, muuuuito amada, sensível, chata, muuuuito chata, só que com quem a encanta é o doce mais doce, de um sorriso largo... de estrelas nos olhos... Ela dança as fases da lua e o ar rodopia... São brilhos de estrelas na perna e a noite que a estrela anuncia... ainda é de paixões ardentes, das eternas lamúrias de um sorriso complacente... briguenta de 'to de mal pra sempre'... Dos textos longos, quase tratados... de Clarice... Do humano, demasiado humano, do ser temperado, meio doce, meio amargo... hora Nietzsche, hora Foucault... Filha do estranhamento, do rizoma ... que do aroma tece o vento... Tem a solidão do poeta e a paixão da chuva tardia... de Oswaldo, meio lóki... de te amos... De ‘sem você não sei viver...’ De ‘sem você eu nada faria’... Da natureza... alguém de pegar, sentir, tocar, ser.. alguém que faz parte desse infinito, desse todo, de todo esse mistério... Uma só... Um ser de felicidades meio diabólicas... de aleluias infinitas... de um tempo quando... de comidas boas... de dieta sempre... de cabelo loiro... de unhas vermelhas... de saltos altíssimos... “o nervo fremente e vivaz do já”... apaixonada pelo gritante e louca pela velocidade desenfreada do tempo. De plurais, de inconscientes... das alegrias absurdas, e de um coração que cabe os deuses que me oferecem o mundo todo dia... todo mundo... e até 'Plutão' que deixou de ser planeta!!!
Na verdade só mais um coração batendo no mundo!♥ 

E tudo ao seu redor são cores...