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sábado, 21 de janeiro de 2012

...diagnóstico poético


...só sei que estou poetizando meus desencontros... sofrendo de poesia aguda...
...ao menos isso vira texto, rima... e depois a gente transcende, eu sei...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

manhã manoelesca

hoje eu desenho o cheiro das árvores em idioleto manoelês...
uma boniteza de caminhos...
manhã de ânsias e passarinhos...
gorjeam bonitos os ninhos...
há muitas verdades nos espinhos...
e força nos carinhos...
hoje eu desenho o cheiro de bom dia em sotaque de para quÊs..

sábado, 19 de novembro de 2011

Poesia-resposta

Poesia dedicada à Pedro Aldone, pelo belo comentário por ele escrito no Jornal Oeste:

"Vós que arrastais correntes
Contaminado pela miopia social
de cegueira branca e mal
hipócritas como só vós podeis ser
que calcula conhecimento em anos
preso à fomalidade dos planos
que desconhece a liberdade da poesia
caolho para o rizoma em magia
vós, de infinitas hipocrisias
que nasceste livre a agora apriosionado como o quê
nada indaga nem investiga os porquês,
mal entenderá essa poesia vestida de resposta para a afirmação ora posta!"



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Hoje não, baby!!!

Eu adoraria ficar e desperdiçar meu precioso tempo com você, crise, mas, sinceramente não posso, muita coisa acontecendo lá fora pra que eu possa permitir você entrando na minha vida e me tirando a graça de sair correndo contra o relógio e vencê-lo todos os dias. O fato é que meu mundo em mim começa com um silêncio, um motivo e um passo. E tenho me findado antes do tempo, antes do beijo, antes de querer ir. Começo a acreditar nessa nossa descrença por perguntas insistentes, diálogos uniformizados e ângulos únicos. E venho lapidando um pouco mais as minhas decisões. Sei que agora eu quero não estar tão solta, tão boba, tão rara. Quero ser possível, ficar rente e encostar a língua no tempo pra entender o gosto dessa pressa que já não cabe, o quanto de mim estar ali, aqui e em qualquer lugar. Quero entender o meu limite, saber o momento em que eu posso aceitar tantos desencontros e decepções. É. Estou aceitando todas as minhas febres. Aceito que ainda não sei dar espaços e acredito - na contramão de todas as circunstâncias - que, pensar que lá na frente a gente se entende, que a gente se cuida, que a gente se sente, que a gente se bate: salva. Por muito tempo eu fui de muitas respostas e poucos atrasos. Já deixei passar, fingia que não via, que não sabia, que não queria. Já andei com os minutos adiantados. Já peguei muitos atalhos. Minimizei tantos erros. E recolhi inúmeras vontades. Por preguiça ou receio. Para não assumir sentimentos ou por qualquer outro motivo, engoli muitos sapos. Mas agora eu só quero um sinal de qualquer coisa que não queira ir além do meu instante. Aceito qualquer coisa que dure, no meu tempo. Por isso, hoje não, baby, nada de crise, meu relógio é meu maior invento e sou eu que controlo meu tempo, e não há tempo a perder, e nem motivo pra desistir, há ainda um imenso universo esperando o compasso bonito dos que acreditam. Por isso, hoje não, dona crise, estou evitando desperdícios de energia, se é que você me entende. (Priscila Rôde adaptado)






sábado, 11 de junho de 2011

Desabrochai-vos

E chegou o dia

em que o risco de continuar espremido dentro do botão

era mais doloroso que o de desabrochar.

[Anais Nin]





Constatações obvias me ocorrem a cada nova herança de vida. Sim, mãe, crescer dói, e a vida é mesmo feita de escolhas e cada escolha realmente subentende uma renúncia. Nunca as frases de efeito foram tão eficientes pra mim. Prestes a iniciar um novo ciclo, com uma linda expectativa de que tenha sido a melhor escolha para o melhor caminho. Assim seja!!! Desabrochai-vos!!!


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mulher Desdobrável

COM LICENÇA POÉTICA


Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado para mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou tão feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

— dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

Já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado)


Ah, se sou...
E ando desdobrando-me em mais do que pensei ser capaz... estudante de manhã, e daquelas meio Nerds e tudo... estagiária, psicóloga, assistente social e jurídica à tarde... atendendo zilhões de pessoas com um amor tão grande que nem sabia ser meu... esportista às 2.ªs, 4.ªs e 6.ªs, malhando horrores e criando massa mais rápido do que menino tomando bomba... às 3.ªs e 5.ªs, a sagrada prática religiosa incrivelmente completa e forte... aos sábados o dia dedicado à fé... os domingos dedicados a mim... e dentre tudo isso recheio de livros no sofá... artigos que estão na gaveta gritando pra sair... a casa sempre limpa e roupas a lavar... meus filhos felinos e caninos a amar... alguns segredos, impossíveis de contar e um grande amor pra cuidar...
Mulher é desdobrável... Eu sou! 


domingo, 19 de dezembro de 2010

Egotrip

“(...) sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo conduzia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”

Eça de Queiroz


Porque as férias ainda não vieram... mas os monstros já foram embora, literalmente despachados junto com o funcionamento do Poder Judiciário...
o fim de semana foi de muito sono e um descanso cheio de carinho, com direito à mãe e pai de quebra...
ainda existe um cansaço verde, mas há em mim um sentimento de completude e egotrip... Uma bomba de "alto estima"... sentimentos incríveis pairam sob minha cabeça...
feliz como o quê... cheia de energia positiva dos meus mestres e deuses gnósticos...
comemorando dias bons que já foram e que hão de vir...





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

I believe!!!


I believe in pink
I believe that laughing is the best calorie burner
I believe in kissing..
Kissing a lot!
I believe in being strong when everything seems to be going wrong
I believe that happy girls are the prettiest girls
I believe that tomorrow is another day and..
I believe in miracles!

Audrey Hepburn

Porque estou definitivamente derrotando alguns monstros e inventando fadas... tentando colorir os dias com meu baldinho de tinta à mão esquerda e a estrela matutina na mão direita... Amanhã vai chover colorido!!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

à Dona Cinquentinha

"Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."

(Vinícius de Moraes, Rio, 1942)




Rô!!!
FELIZ DIAS E NOITES!!!
FELIZ VIDA...que se inova, que se renova a cada nova estação.
Que seus cabelos sejam sempre vermelhos, que sua pequenez seja sempre no tamanho (rs.) e que a imensidão da sua alma consiga fazer com que vc permaneça ENORME, como és...
Que as boas idéias continuem brotando e que as durezas da vida marquem apenas sua pele, jamais sua alma...
Lhe desejo um punhado de pequenas coisas boas, que são os verdadeiros motivos da alegria de se estar vivo!!!
Que sua vida se torne cada vez mais um caminhar gnóstico e que você possa desfrutar ainda mais do conhecimento que já tens (e possa também continuar dividindo-o conosco)!!!
Admiro você profundamente!!!
Um grande beijo.
és a Dona Cinquentinha mais gata, moderna e estilosa que eu conheço kkkk....
escrevi em vermelho pra combinar com seu cabelo...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dia de Poesia

Desde sempre, desde o primeiro dia de amizade há um hábito lindo e mágico entre nós...
a gente sempre se fala em poesia...
É verdade mesmo, a gente sempre diz coisas um ao outro poetizando a vida...
Acho que é um jeito bonito de transformar coisas banais em magia, fantasia.
Então pra ti, Bíiiiiii, mais magia, pra alegrar seu dia, que desde quando acordei hoje, sabia, Hoje era Dia de Poesia...





Meu nego preferido, mais lindo de amor e poesia...

nego da paz, da vida, da escrita e do grito...

nego meu, amor meu, sua ausência corta meu coração todo dia...

quero um dia ser sua vizinha de lar só pra acordar já gritando bom dia, nega vadia...kkkkkk

te amo profundamente...

nessas férias, sem falta eu te procuro, eu juro...

ja sei seu novo endereço e te devo presentes de casa nova, assim como vc me deve, e tu me destes furo...

Venha conhecer meu lar novo, minha casa agora é lugar de flor, magia e fantasia...

venha ver minha arte que esta na minha parede e enfeita minha manhãs, meus dias...

Eu lhe pago a passagem, ao menos de vinda, que a de volta eu sou totalmente contra...hsuausa

te amo! e sinto falta de te ouvir declamar.

Perdão por tamanha ausência, a correria dos dias esmaga nossa vontade de se aproximar.

Te amo! e sinto falta de te ver me amar.

Perdão por ficar tão longe, mas a culpa também é sua que não vem me visitar.

Som Cor e Luz meu nego,

porque a música e necessária, e colorir os dias é essencial pra iluminar a vida e fazer brilhar!


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Das cores de mim



... quase um poema do possível, da extração da cor das horas e do passar interminável dos momentos, a cor é efêmera, tem dias que tá tudo azul, há dias que estou verde de fome, rosa de sutileza, amarelo de viver, e mesmo quando tá tudo cinza ainda há cor que é o que importa pro mundo não ficar sépia... E são tantas as cores de mim... 


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sol de Setembro


"(...)Primavera
Tudo quer se experimentar
Todas as fronteiras
Querem evaporar
Quem não se encarar com amor
Vai terminar ovelha
No bolso de um pastor

É Setembro
Tudo tenta se superar
E cheia até a beira
A vida quer jorrar
Quem não se encarar com amor
Vai fazer besteira
Na esteira do rancor

Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união/educação

Primavera
Tudo no vermelho e sem luz
Mas se alguém pergunta
Dizemos tudo azul
Na TV alguém da Maré
Uma brasileira
Diz ser feliz e é

Um mundo sem fome mais
Sem opressão
Sem tráfico, sem terror
E com união/educação(...)"

Setembro - Marina Lima


- Sol de primavera, escancaraaaa as janelas do meu peito -
Porque Setembro chegou e trouxe com ele uma pouca chuva de refrescar a alma na madrugada bonita e quente de fim de outono... é a primeira apontando e as esperanças se renovando... É o fim do encosto de Agosto!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A viagem

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece. A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro. E a lembrar do que estou fazendo aqui. Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios que o sono deixou costumem me atrapalhar. Ainda que, de vez em quando, finja continuar dormindo. Mas não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo. Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim. Eu sou a viajante e a viagem...(Ana Jácomo)


... E estou insuportavelmente feliz por ter a chance de viajar na velocidade que eu escolher e com os mochileiros que eu quiser...


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Poliatleta da arte?!

Hoje recebi de um amor meu, um amigo de alma, sabe?!... um link de um blog me pedindo pra eu comentar um poema seu que havia sido publicado.
E aí, não pude evitar, fiquei até envergonhada de nunca ter tido a brilhante idéia de colocar aqui fragmentos de suas cascatas de letras, suas poesias, seus sentimentos rimados...
O cara é fascinante, um artista completo, daqueles que dança, atua, declama, cria, faz de tudo...
é um poliatleta da arte...

daí resolvi compensar meu 'lapso' e além de escrever sobre ele, postar um pequeno poema seu, um dos publicados no blog.

Então, amor meu, homem negro de boca agigantada, irmão de alma, de arte...
mil perdões pela falta de nexo, de plexo...

e preciso dizer, vida da minha vida, o quanto admiro sua coragem, de ter um dia decidido fugir da pequeninice da cidade interiorana e enfrentar as luzes da cidade da verdade em busca de seu alimento de alma, a ARTE.
Aliás, me lembro bem, como se fosse um quadro na minha memória, do dia em que você deixou a varanda da minha casa rumo à feliz cidade.
E dali em diante, seus dias nunca mais foram rotina de vida, passaram a ser rotina de arte, hora música, hora teatro, hora poesia...
Parabéns, biba da minha vida, meu pretinho básico, parabéns pelas conquistas e por ter provado do gosto doce de ter tomado a decisão certa.
Certamente, ter ido em busca dos seus sonhos por ter sentido a cidadícula provinciana que morava, pequena demais pro tamanho dos seus sonhos, foi a decisão mais bela, forte, corajosa e correta que você já tomou na vida.
Tenho certeza que muitas pequenas vitórias ainda virão, uma atrás da outra, como que em sequência, e espero também que você saiba reconhecê-las, desde as menores, às maiores...
Feliz Vida pra vc.
Feliz poesia na sua vida e que você tenha muitos sentimentos pra traduzir em palavras, porque que me perdoem os apáticos, mas nós nascemos foi pra SENTIR!!!


Amo você, bicha!!!!
Muito e demais, e embora nossos caminhos estejam separados agora por distâncias físicas (afinal eu ainda habito a cidadícula cheia de pequeninices) toda vez que a gente se vê é como se ontem tivesse sido nosso último encontro.
Aliás esta pequena cidadícula ainda guarda grandes belezas e profundas manifestações de arte em algumas pessoas. Confesso que seja uma raridade, e eu também não vejo a hora de alçar voos mais altos, mas ainda tenho meus projetos e planos a cumprir, ainda tenho que terminar o que vim fazer aqui, para somente então refazer planos e projetos... E até lá trocamos letras, canções, versos em prosa e dialética de poesia... trocamos energia através das palavras... trocamos vibrações de amor!!! a energia mais forte e que movimenta a mola do mundo.


E falando de palavras, de poesia, de arte... eis uma amostra...



A chave -


Em partes
As portas
A mim
Se abrem


Sem rotas
Tão tortas
As formas
De respostas
Se trancam


Em meio
Ao esmo
Estado, meu
Sem receio
Creio;
Na renovação
Do adeus




(Antonio Marcel – Da série : A beleza das pequenas coisas)
09/08/10

E pra quem quiser mais, veja o blog: Alívio Poético

domingo, 1 de agosto de 2010

NovIdade.

A vida não tem ensaio,
mas tem novas chances.
Viva a burilação eterna, a possibilidade
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores.
Um brinde ao que está sempre em nossas mãos:
A vida inédita pela frente,
e a virgindade dos dias que virão!


                                                                        (Elisa Lucinda)



Viva a possibilidade do novo!
Viva a força da vida que se renova e também tem lados de luz!
Viva os dias que virão porque os que já se foram não tem mais razão!!!

... Transformando meus dias em música e letra. Fazendo poesia da vidaaaaa!!!
Feliz pela novidade do mundo!
Feliz ainda por não ter medo do passado que latente vem à mente quando passeia de regresso...
E mais feliz por saber que um largo caminho de amor me aguarda no refrão de novas músicas que estamos escrevendo...

Muita luz, paz e vida nas nossa vidas...
Dá-lhe Mr. Cat...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O que importa afinal?!

"(...) Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia (...)"

(Clarice Lispector, in: Uma Aprendizagem ou O Livro do Prazeres)



De fato, temos nos feito seres inteligíveis e midiáticos, distantes da verdadeira verdade.
Temos sido bêbados equilibristas diante de nossa própria virtude de amor.
Temos feito chacota do que realmente vale a pena e temos fingido piamente que não sentimos nada.
Vivemos como se sentir fosse vergonha, e ser apático e frio fosse força!
Vivemos intrincados numa falsa ideologia de nós mesmos.
Quem sois???
O que fazes de ti???
Sabeis que vossa verdade está dentro e não fora?
Que vida é essa que dedicaste à aparência??/
'O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?"



sábado, 26 de junho de 2010

Fé.

"O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos..."

(Ana Jácomo)

Dentro da gente, ué.



Muito feliz com a nova casa que encontrei.
Uma casa para minha fé, afinal!
consagrada pelos mestre astrais e pronta pra luta que me aguarda.
Totalmente armada com as armas de Jorge!
Cheia de otimismo e esperança...


O otimismo é a fé em ação!
À batalha! À batalha! À batalha!



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Rizoma de estrelas

"Manoelando eu desinvento as dores.
Elas são tão pequenas perto da ausência de charcos pra caracóis, que desaborreço.
Não me faltam paredes. Me esvaziam é lagartixas!
Talvez se eu fosse um prego torto, caco de vidro ou lasca de pedra,
Talvez assim, e só assim, as árvores me brotassem.
A imaginação, pois, é fruta.
E o desencanto, encantamento.
Nos quatro cantos, não há quem me desfaça do nada.
Prefiro hoje o nada, no lugar do tudo que me desorienta.
Manoelando, percebi que o ínfimo é glória!
A complexidade caiu em desuso, agora.
No meu mundo eu vou é pintar violetas, pra ter - em eterno - beija-flores por perto...
Eu vou é desofrer em rios; desacostumar o cio.
Eu vou é desenraizar!"

(Sylvia Araujo)


"Não gosto da palavra acostumada"
Manoel de Barros



Pela tangente segue uma vida que se ergue, em algum lugar aspirina. Paralelo a um horizonte de um eixo tão distante do caminho, da rotina. São rizomas de desinvenção. Platôs de solução. Deixando de ser árvore, rizomatizando... Desenhando as estrelas do seu próprio céu. Com tristezas óbvias de uma dor foucaultiana e descontruções Lipovetskas... No agenciamento da criação de respostas... onde o óbvio passa a ser o oculto. Sublimando e Transcedendo o impossível.
Táticas tântricas de superação. Fuga do controle hermenêutico da situação...
Dando a volta no seu próprio mundo todos os dias num movimento rotacional de gravitação e contemporaneidade. Sussurros alquímicos que salivam a mente frenética dos pensantes. Avatares de um futuro amanhã.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

23.


Iniciando um novo ciclo de vida... mais um ano semeando estrelas. Sentindo-me cheia de fé e coragem!



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uma new wave pro mesmo Universo!

"Um dia, eu disse a mim mesma
que o mundo no qual eu acreditava
haveria de existir em algum lugar do planeta!
Haveria de existir!
Nem que este lugar
fosse apenas dentro de mim..."

(Rita Apoena)

Porque meu mundo c o l o r i d o está agora new wave com a mudança de climas...

Estou numa de amar, amar e amar...

COLORIR, BRILHAR, FAZER RENASCER, CANTAR, GRITAR, SORRIR E VOAR!!!!
ESTOU FELIZ!!!