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quinta-feira, 2 de maio de 2013

DO VERBO: SE FAZER DE VÍTIMA....


A vida é boa, boa não... ÓTIMA... a vida é para raros... me refiro à vida interessante... sobrevida é para os coitados... mas existe sim gente interessante que vive uma vida interessante...Felizmente nem todo mundo sabe quem é a tal da Carminha, nem todo mundo rebola ao som de ai-se-eu-te-pego, e é fã de Jads e Jadson, nem todo mundo tem orgulho de se intitular "coitadete". O mundo não está tão perdido assim. Percebe-se, então, que tem alguma coisa errada na equação – se você aí, essa “puta pessoa que só faz coisa certa e é muito batalhador”, só se fode no meio do caminho, algo tem que estar errado. E se você pensar um pouquinho vai chegar à resposta – se não chegou, a gente te conta: antes de querer conquistar coisas e pessoas interessantes, você precisa se tornar alguém interessante. Desculpa.

...é comum nos depararmos com pessoas cheias desses argumentos "reclamantistas". Um princípio de pena começa a surgir em todo mundo - coitado de fulano, tão boa gente, só se fode... EM MIM NÃO COLA – pensa: a pessoa nunca arruma emprego e se arruma nunca consegue continuar nele... está sempre dizendo que o emprego que arrumou não é bom o bastante e troca mais de emprego do que de cueca, tem 30 anos e não faz ideia do que veio fazer no mundo, engordou 10kg no último ano, está sem grana até pra pro pingado matinal e quando tem dindin provavelmente é da mãe, do pai ou da namorada que idiota o sustenta. E, ainda assim, esse super ser humano só quer os melhores empregos, o melhor partido e se dar muuuuuuuuito bem na vida. Me diga: quantas coisas interessantes essa pessoa vai conquistar? O universo só dá o que merecemos e emanamos... Recebemos troco moeda a moeda de tudo que pautamos... Por isso gente assim "reclamista" e "coitadista" vai sempre ter a vidinha medíocre e nada mais. Vai ter dinheiro, mas nunca o seu; vai ter emprego, mas sempre de vendedor de alguma coisa ou empregado de alguém. Fico imaginando esses seres humanos chegando na porta do céu e Deus perguntando: " - como foi sua vida???"E o fulano respondendo: "- Ah fiquei na aba de alguém sempre, nunca me esforcei, mas juro que achava que me esforçava muito e sempre dei meu melhor na arte de ser vítima da vida e ganhava uma vida de coisas só na base do "tadinho de fulano tão sozinho, ta tao sem dinheiro, não tem amigos, não arruma emprego..."" E Deus olhando e dizendo: "- podia ter evitado essa superpopulação de inutilidades..". Deus sairia correndo. Eu também sairia.

Acontece que é difícil demais olhar pro seu umbigo sujo. É muito mais fácil apontar o dedo pra sujeira do outro e colocar a responsabilidade dos seus problemas nas costas alheias. Vitimização é a principal aliada na vida das pessoas que não conseguem lidar com o fato de que estão desperdiçando sua chance de fazer algo de legal na Terra. Gente que não vive, só faz peso no mundo. Eternos mimados que acreditaram nos elogios da mãe que sempre disse que ele era incrível somente por existir. Esqueceram que elogio de mãe não vale. Ficam na cola do outros e vão ser eternamente sustentados pela mãe ou pior, arranjam alguma otária pra bancar suas despesas....(cúmulo da vitimização em pleno século XXI em que mulheres governam o mundo.... são o que querem e se destacam no mercado de trabalho)

Então, antes de blasfemar aos quatro cantos que o mundo anda escasso de coisas interessantes e que nada de bom te acontece, dê aquela olhada no espelho. Sim, vai doer. Calma, você vai superar. Pros casos mais graves, faça uma lista de coisas que você procura  e veja quantos atributos você tem para conquistá-las. Você quer um bom emprego??? estude, corra atrás; você quer uma casa boa???? trabalhe muito e não tenha preguiça; você quer ganhar bem??? comece por baixo e não tenha vergonha de T-R-A-B-A-L-H-A-R; você quer uma casa maravilhosa??? compre-a e não espere ganhá-la da sua mãe, se ganhar será sempre um presente e não uma conquista... ela nunca será efetivamente sua....; Você quer uma vida inteligente? Qual foi mesmo a última coisa interessante que leu na sua vida (não, aquele blog de humor não vale); Você quer uma mulher que corra atrás dos seus sonhos? Você tem corrido atrás dos seus?; As respostas podem ser mais surpreendentes do que você imagina. E aí você vai realmente entender o que as pessoas querem dizer quando falam que a verdade dói.

É aquela velha história das borboletas no jardim – não adianta sair que nem louco atrás das coitadas, prendendo todas num vidro. Se seu jardim for um lugar legal para estar elas virão, naturalmente, antes que você perceba e sem que você tenha que implorar pela presença delas. E então você vai achar que algo milagroso aconteceu e que de repente a vida volta a ser interessante. E, se pensar um pouquinho, logo vai constatar a triste realidade: ela sempre foi. Era você que não estava no nível de perceber.

E vou além... vc realmente quer uma vida???? saia da aba das pessoas, pare de reclamar, se mexa, acorde cedo, estude, pare de fingir que acordar e assistir desenho, fazer um rango no microondas e depois entrar no facebook é trabalho, vc não está enganando aos outros, está enganando a si mesmo... cuide-se. Vá trabalhar, nem que seja de voluntário; vá fazer um curso (e não, pelo amor de DEUS, NÃO ME REFIRO AOS TELEPRESENCIAIS - faça um curso de verdade - estude de verdade até doer a bunda de tanto ficar sentado).
Pare de inventar doenças para justificar sua preguiça... preguiça é preguiça e ponto... também é doença, afinal...
Pare de dizer que não tem amigos, saia de casa, ande pelas ruas, conheça sua cidade.... Pare de dizer que não tem felicidade e deixe de ser um coitado... pra se tornar ALGUÉM... vai doer no começo, mas te garanto que não há nada mais prazeroso do que andar pelas próprias pernas, pagar as próprias contas e ser dono do próprio nariz!!!!
 texto por AREAH escrito para o blog "Casal Sem Vergonha" e freneticamente adaptado por mim...
original aqui

 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os herois urbanos estampados em séries policiais


Hoje bem no meio da minha hora de almoço, quando fujo absolutamente do mundo e me escondo no cheiro bom da minha casa, estava vendo uma propaganda na SONY - (mundo burguês de canais fechados com conteúdo bem mais cult e menos populistas que as TVs abertas, infelizmente... o que é assunto para outro post, obviamente) - sobre a série CSI que dizia ser o programa mais assistido do mundo e milhões de reflexões me vieram na mente, especialmente porque amo o programa e realmente faço parte da audiência dele, mas também porque inevitavelmente minha mente com tendências sociológicas tentou buscar uma resposta para esse fenômeno, e juro que meu HD interno encontrou rapidamente os motivos que levam esse programa ser o de maior audiência do mundo... isto é, se realmente for, porque de fato não fui pesquisar a fundo se essa notícia é verdadeira, a reflexão me bastou e era apenas isso que eu queria... o fato é que analisando o contexto disso é impossível não reconhecer que trata-se de um programa de perícia técnica investigativa bem no estilo nacionalista dos Estados Unidos, com tecnologia que nem a NASA tem ainda e que em segundos os profissionais da dedução conseguem descobrir quem foi o criminoso, aonde e porquê... afinal além de peritos CSI, eles são sociólogos, filósofos, psicólogos que não tem casa e que dedicam a vida aos laboratórios de análise, bem diferente da realidade que conhecemos ao estilo brasileiro de ser policial, que no fim das contas é culpa de nossa ausência de estrutura e ausência de investimento, e que resulta em uma polícia técnica de certa forma despreparada... pois bem, o importante na reflexão não é a comparação entre a polícia técnica norteamericana e a brasileira, mas sim o fato de que esse programa é assim esse boom de audiência pela nossa carência de resultados objetivos para a violência... creio que somos viciados em CSI porque queríamos que na “vida real” tivéssemos todo aquele aparato tecnológico e toda aquela estrutura política em que todos os casos são absolutamente resolvidos e a justiça é fundamentalmente feita... estamos carentes de justiça, essa é a verdade, e saber que a audiência do programa é mundial nos mostra que isso é um sentimento global que não se resume à violência brasileira das ruas... o mundo carece de ver crimes com solução, como se isso tivesse o dom de diminuir a agressividade do ser humano e trazer paz... ficamos imensamente satisfeitos no fim dos episódios quando finalmente o bandido inescrupuloso é preso.. ficamos com um sorriso de canto de boca quando logo nos primeiros minutos da cena dos crimes os CSI já sabem como aconteceu, aonde, porque, quem foi e onde o tal criminoso está... CSI passa um sentimento de “punidade” bem diferente do que sentimos no dia-a-dia quando sequer temos certeza se o autor de determinando delito será descoberto e se for, não temos certeza se será condenado, e se for, não temos certeza se será preso, e se for, não temos certeza se ficará na cadeia... e quanto à polícia... ah! Sobre isso temos muito a falar... hoje, pelas surfadas cibernéticas me deparei com a cena de um policial jogando spray de pimenta em um cão nas ruas de alguma cidade grande, provavelmente São Paulo, e é impossível não dizer que temos uma polícia real desumana, estúpida e corrupta que não está nem de longe apta a cumprir sequer seu papel de proteger nossa sociedade, quem dirá de ser heróis de verdade em busca de justiça e paz... também por isso CSI ganha disparado em audiência, por lá temos policiais honestos, cheios de senso de justiça e loucos pelo cumprimento de seu dever, o que faz nascer em nós um imenso sentimento de humanidade... por lá qualquer um que se digne a invocar a corrupção para fazer par logo é expulso da academia quando não é morto pelas redes investigativas em alguma operação de resgate da honra... enfim, nessa perspectiva televisiva, depreende-se que está no imaginário atual o senso de justiça, como se os heróis ainda existissem, é a ânsia pelo heroísmo, é um bom sinal na verdade, de que ainda queremos acreditar na honra, nos valores, na luta pela justiça e pela paz dos heróis urbanos vestidos de policiais... enquanto não vemos essa realidade estampada em nosso jornais diários... damos audiência a programas que pregam essa verdade... é o reflexo de nossa carência pelo justo, e nossa crença pela moral e pela honra que ainda temos como utopia dos dias. é brincar de polícia e ladrão, sendo o policial da brincadeira que sempre prende o bandido...ufa! ainda temos salvação! sob meu ponto de vista essa ânsia por herois urbanos em séries policiais tem como fundo nosso lado "el justicero" e ao mesmo tempo que enxertamos o bolso de alguém com audiência de TVs fechadas trazidas para as abertas volta e meia e cujo teor televisivo seja menos cult que uma TV educativa, saber que esse tipo de telenovela seriada é sucesso mundial me faz acreditar que ainda temos um resquício de senso de justiça e algumas gotas do perfil de guerreiros da paz dentro de nós... isso também tem uma grande relação com os super herois de quadrinhos, na verdade, são eles repaginados, para adultos... sem super poderes, com super tecnologia... fazendo justiça pelas próprias mãos em nome da lei. 
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

the shitman...


Nenhum dia é em vão, disso eu já sabia... mas hoje certamente percebi como algumas coisas podem nos fazer lembrar nossos sentimentos outrora esquecidos...
Hoje, minha veia militante saltou na garganta de novo, os olhos ficaram enfurecidos mais uma vez, as mãos ficaram trêmulas e geladas... era a indignação se manifestando fisicamente... e um ser iracundo surgiu dentro de mim... não que isso seja bom, na verdade nessas horas lamento não ter sangue de barata correndo nas minhas veias... mas é bom saber que eu ainda não fui corrompida e que jamais vou me render ao burro poder.
O fato é que ser ironizado e tratado como idiota por alguém que ocupa um cargo importante em uma instituição e que age com cinismo e ironia desde o momento em que você hipossuficiente demonstra sua fragilidade em não ter meios para se impor, e ainda te dá respostas genéricas nada objetivas apenas com o intuito de te enrolar é demais pra mim... não consigo ser subestimada, tenho que trabalhar isso, talvez com um analista um dia... mas agora, sinceramente o sentimento de indignação me impede até de raciocinar coerentemente porque vai aquém do meu entendimento compreender como um bossal consegue chegar ao poder e tratar a todos subestimando e ironizando... e se esquece do óbvio: ele está ali para te servir, e não o contrário.
Sobre isso, nada há que se fazer, o mundo se perdeu em meio a grana e joguinhos de poder, a tal política democrática que enche bolsos e forja servidão.
É isso, foi isso que senti, como se o neanderthal estivesse fingindo que estava nos servindo e toda vez que não sabia o que dizer preferia indicar que eu como estudante de direito deveria saber... aí já é demais...
Quase voei na careca do malandro, mas eu sabia que não podia... afinal ele é o pau no cu do filho da puta que manda em alguma coisa... (os palavrões liberam a raiva, alguém já me disse... rs)
Na hora que eu estava ali frente a frente com o cocô em gente eu me esqueci até das lições do mestre que dizem para não nos deixar ser tocados por qualquer idiota... não me orgulho dessa parte, quisera eu ter aplicado o ensinamento de dar razão a quem pedir... eu não podia, naquela hora meu corpo tinha vida própria porque eu só conseguia pensar em como isso é sério, em como essa sujeira se arrasta pelo mundo, pela cúpula do poder comandando e fingindo ser solícito... me enganando... nos enganando...
Não consegui aceitar que o shitman e seu diálogo político pudesse sair de cena rindo de nossa cara apenas por 10 segundos para depois nos esquecer eternamente e entrar no seu carro com ar condicionado e não resolver nosso problema enquanto quem paga sua gasolina somos nós... sim, baby, o cocô boy é funcionário público eleito. Mas eu juro que não votei nele, na verdade ainda nos votos eu permaneci militante evitando votar em ladrões e afins... não adiantou muita coisa pq muita gente sequer sabe diferenciar um político ladrão de um servidor pseudo- politizado com grana para se eleger e emanar poder...
Seja o que for eu não consigo, já evolui muito no quesito baixarias políticas, mas hoje não me contive, e disse: o Sr. Deveria parar de falar e nos ouvir um pouco....
Kkkkkkk, eu tenho que rir, foi a única coisa que consegui, no auge da minha raiva e absurdez com relação ao idiota que fingia estar nos ajudando, falar para o shitman que eu queria falar, aliás sem explicar o problema ele não iria poder ajudar... mas ele agia como se já sabousse e nem queria nos ouvir.... era só fingimento...
Então é isso, o cara é pago pra fingir que vai ajudar??? Pago pelo seu dinheiro, nosso dinheiro... nananinanão... eu não consigo... aliás estou assim, sensível para injustiças da cúpula do poder desde que descobri na pele que não adianta, ninguém lê o que vc pede, ninguém quer saber de ajudar de verdade, ou o que é pior, ninguém, absolutamente ninguém se preocupa com injustiças... o mundo é dos espertos, já diriam os mais radicais...
Então quer dizer que é esperteza ser um idiota e não fazer nem mesmo seu próprio trabalho???? Não sei lidar com isso também... ainda tenho muito o que aprender... eu sei.
Aliás quando paro para pensar nas dores do mundo dói em mim, de verdade... mais que cólica e mais que dor de ouvido... dói de verdade, fico mal de pensar em como as coisas são... em como ficarão.. o problema real então não foi exatamente a conversa com o cocôman, foi perceber quem está no poder... ninguém proativo, enérgico, forte, e ao mesmo tempo humanista, garantista, solícito, social... não... o poder é de idiotas com cocô na testa, que dizem: eu não vou entrar nesse mérito.... que riem quando vc está contando sua história... que não querem te ouvir... que fingem estar ajudando quando na verdade estão só engabelando, o poder é dessa gentalha cínica que não tem nada de inteligente, talvez de esperto, mas hoje em dia associo esperteza a falta de caráter... o poder é, sempre foi, da corja sagrada dos egoístas, na verdade um pouco antes da sessão cocógena com o bossal eu ate havia dito, competência é algo pessoal, particular... não é do órgão em si, é do humano... afinal quem presta o serviço é gente e depende dela querer fazer o melhor que puder, ou não.. ou ser um cocôman... depende da pessoa, de sua índole, de seu caráter... e não há padrões muito positivos até agora, acho que porque o poder meio que idiotiza as pessoas... ainda não vivi essa experiência... na verdade não sei se quero experimentar isso de ter poder e virar um idiota... será pré-requisito???
De qualquer forma, depois de hoje, do sangue fervendo e do sentimento de impotência perante um cocôhumano detentor de poder sinto que a gente não pode deixar as coisas como estão, sinto que devemos fazer algo... acho que o sangue de militante voltou a correr nas minhas veias, foi uma transfusão pós indignação... quando meu coração diminuir a frequência de seus batimentos e eu parar de tremer espero conseguir pensar no que fazer, quem sabe montar uma estratégia para me impor contra tudo isso, quem sabe entrar em um partido político, fazer melhor a minha parte, quem sabe... mas isso é assunto pra outro texto... por ora só um desabafo anti cocôs humanos no poder.



domingo, 27 de março de 2011

Violaram meu asilo inviolável

Constitucionalmente falando, a casa é um asilo inviolável.

O fato é... Violaram meu asilo inviolável.

Essa noite, ao voltar pra casa depois de algumas horas incríveis com bom som e pouca luz, nos deparamos com um ultraje. Nossa casa foi arrombada. Entraram pela porta dos fundos, sem pedir licença e sem ser meticuloso. Foram direto no nosso coração, levaram nossos notebooks e junto com eles toda uma história de noites acordados fazendo monografias, produzindo textos, desenhando softwares, levaram minha máquina fotográfica velha e amada, e meu celular, velho e amado...

Como eu estou me sentindo? Estuprada moralmente, sem segurança nenhuma e distante de uma vida feliz numa sociedade menos violenta.

Quando acontece com os outros, quando acontece na TV, ficamos chocados, nos sentindo mal e tristes com a verdadeira verdade social. Entretanto, quando acontece conosco o buraco é mais embaixo. Nos deparamos com a realidade nua e crua que todos estamos suscetíveis à violência e que somos parte dela, causa e efeito.

Obviamente que o furto ocorreu pelas mãos de um drogadito que vai transformar nossas noites de estudo em paradinhas de alguma coisa ou que vire fumaça ou que vire carreirinha. É realmente triste saber que o bandido sequer ter noção de que ali naqueles arquivos estão nossas fotografias recortadas, nossas lembranças de viagens, tempos vividos, pessoas amadas. Mal sabe o malandro que ali estão nossos futuros profissionais como pesquisadores ou web designers. Mal sabe o drogadito que aquele aparelhinho velho de celular era o pupilo de meu pai que adorava aquelas teclas velhas. Mal sabe o delinqüente o valor moral das nossas memórias.

Sem qualquer dúvida hoje mais do que nunca me sinto péssima de talvez um dia ter contribuído para a máquina do crime de alguma forma, sendo corrupta ou desonesta em alguma coisa.
É trágico saber que de alguma forma podemos também ser os culpados pela fragilidade de nossa segurança. Uma sociedade doente só pode produzir indivíduos adoentados e cá estamos nós narrando a última noite como vítimas. Essa é a verdade da sociedade.

Aonde se escondeu nossa segurança? Aonde está nossa liberdade? Quem são os presos na verdade?

É o início de mais um apanhado de reflexões acerca do meu papel no mundo como futura jurista.

Sinto-me revoltada por saber que a verdade entra na nossa vida arrombando portas.

Esse post vem recheado de indignação e ultraje. É só o primeiro desabafo de quem ainda não tem as idéias no lugar...É um post sem fotos, somente com fatos...





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O movimento dos antibobagemnaTV


Como sempre um zilhão de coisas sobre as quais quero falar, um milhão de pensamentos acerca de inúmeras coisas.
Gostaria de falar sobre o Rio de Janeiro e a catástrofe mais previsível do universo, ocorrida pela soma de fatores naturais altamente calculáveis, moradia irregular e descaso por parte dos governantes, etc.; também gostaria de falar dos altos índices de alagamentos nas zonas urbanas e rurais de todo o país; gostaria de mencionar inclusive e principalmente o absurdo descaso das autoridades perante a cidadícula que eu habito, ruas esburacadas diante da mais fina chuva imagina após todo esse aguacero de verão; árvores caindo sobre córregos, abrindo imensas crateras em frente à órgãos públicos; lama e mais lama porque metade da cidade não é asfaltada; alagamentos nos bairros, sempre os mesmos bairros, e às vezes uns outros mais, tão previsível e calculável que até uma criança de 5 anos pode dizer: - é, minha rua vai alagar.; De fato há tantos problemas sociais que poderíamos escrever um livro, daqueles de 1.000 páginas... Mas será que escrever faria alguma diferença??/
Sinceramente eu penso agudamente sobre a dor do mundo, crianças abandonadas se misturando à paisagem urbana mal nutrida e drogada dos pedintes; pessoas na linha fina e cambaleante da miséria, cheias de fome e revolta, machucadas por maus pensamentos; há tanta dor e horror que uma hora pensando nisso deixa o mais otimista em depressão profunda, e por isso aprendemos desde cedo: cuide de si mesmo. É o que estou fazendo, muito bem obrigada, aliás, com algumas falhas periódicas pra dar uma emoção na gangorra da vida. Mas tenho pensado muito no quanto a falta de mecanismos hábeis a modificar o pensamento das pessoas faz falta.
Caramba!!! A sociedade é de fato manipulável, já previa Huxley e Orwell em seus sentimentos mais profundos acerca do controle social. Foucault então poderia ser chamado de profeta. De fato eu gostaria de escrever sobre todo o meu sentimento acerca de tanta dor e horror no mundo, mas meus olhos não são capazes de ver tudo e sei que de tão microorganismo que sou é preciso se ater ao que seus olhos são capazes de ver. Espero ainda olhar o universo, e de perto, expandir minha mente inquieta em direção à amplitude, já diz a frase que enuncia este blog: - Eu não tenho paredes, só tenho horizontes... ou qualquer coisa assim. De fato, as paredes me deixam claustrofóbica, quem dirá as parentes mentais, essas devem me dar crise de pânico ou algo semelhante. Pois bem, obedecendo aos dizeres de seja lá quem for que menciona o fato de somente falarmos o que realmente temos propriedade, preciso, devo e quero falar das porcarias da Tv, manipulante e manipualda. PUTA MERDA! Um monte de gente morrendo afogada em água da chuva e a globo falando de amor, picuinha e tramas fictícias com Antônio Fagundes e mulheres gostosas. Também tem o SBT, do quase menos rico homem S, tarado e ridículo, chamando aquela tal de Amanda num sei das quantas de gorda. E o povão adora.
Confesso que de programação em programação, quando a TV é inevitável, recorro aos CSI da vida, ao CQC, e outros programas menos toscos dos quatro canais que pegam em minha TV (é eu não tenho parabólica).
É a manipulação em massa, vedando os olhos da sociedade para o fundamentalmente importante, e traçando novos caminhos na mente. Todo mundo quer ser uma Helena do Manoel Carlos, todo mundo quer ter “Páginas da vida” ou viver em “Araguaia”, isso sem falar de Ribeirão do Tempo com maus atores e uma trama idiota. Tudo isso cegando a população e tirando o foco.
Quando não estamos sentados quase que todo o nosso tempo em frente da TV vendo telenovelas baratas (quer dizer, de baratas não tem nada, são milhões gastos nessas porcarias), estamos vendo os telejornais sensacionalistas que falam dos dramas das pessoas, mas não te impulsionam a ajudar nem te explicam como você pode fazer isso.
(Bom, na verdade o fantástico de domingo usou alguns atores dizendo: -Ajude, faça sua parte doe, bábláblá...)
O que me deixa louca é a ausência absoluta de programação decente e educativa nos canais abertos. Então quer dizer que pra ter uma programação boa precisamos de TV por assinatura:???
Eu acho que isso também é manipulação, força você a querer adquirir essas pequenas anteninhas salvadoras pra te livrar de ver novela na globo, a tarde e a noite inteira. E no domingo então, Faustão, Gugu e agora Ana Hickman e Eliana. Meu Deus acabou o mundo....
Ontem numa conversa delongada e saudável com minha mãe por telefone, estávamos discutindo o quanto a internet tem sido boa. Minha mãe, no alto de seus 56 anos adquiriu um notebook e tem se interado de todas as informações possíveis a maior parte de seu tempo vago. Acho que herdei o ódio de novelas dela...hahaha Ela nunca gostou, sempre que assiste fica xingando os personagens e o autor, confesso que quando assisto Tv com ela até gosto, pelo menos a gente ri...hahahah
Então, fiquei pensando ontem acerca da necessidade de inserção cultural na população, se todo mundo achasse a programação da Tv aberta uma bosta não haveria audiência e em conseqüência eles seriam obrigados a mudar a programação, por isso quero iniciar um movimento: o movimento dos antibobagemnaTV, quem quiser me acompanhar, basta não ligar a TV quando estiver passando uma idiotice dessas, ouça uma música, leia um livro, vá fazer coisas saudáveis, amplie sua mente... O slogan da campanha será: não seja um retardado, mantenha tudo desligado.... hahahaha
Vamos boicotar as TV’s malditas e cheias de programação ruim que ganham dinheiro em cima da desgraça alheia e ensinam a população a fazer tretas pra vencer na vida com suas novelinhas de 5.ª categoria. Se quiser participar, será bem vindo!!!!

A intenção é não deixar essas TV’s fecharem os olhos da população dos problemas sociais que acontecem na cara delas; - bom, a geladeira até pode estragar, mas sem TV eu não vivo - disse uma senhora depois de ter sua casa alagada.
A coisa está tão feia que a água está entrando na casa das pessoas pela porta da frente e elas estão paralisadas sem força para fazer alguma coisa, afinal a novela das 8 acabou de começar...
O que quero dizer é que há um jogo de manipulação em tudo isso, se brincar essas TV’s são dos nossos prefeitos, vereadores, e nem sabemos disso... no fundo eles devem adorar isso, enquanto estamos com os olhos grudados na TV não estamos prestando atenção na direção que está indo nosso dinheiro público.
Há sim um grande controle no que a TV expõe para a população ver, e isso me deixa indignada, na verdade eu até me pego às vezes sentada em frente a TV vendo o Datena falar sobre homens-monstros, asm havemos de não deixar que a TV manipule nosso olhar, que os Big Brothers da vida não nos deixem ver que a coisa tá preta.
Minha intervenção eu faço do jeito que posso, e começo pelo movimento.
Estão todos convidados!



sábado, 9 de outubro de 2010

O correr da vida

O correr da vida embrulha tudo, já dizia Guimarães Rosa...
Fico tentada a escrever sobre tudo, ou pelo menos quase tudo... mas aí vem as obrigações, os milhões de afazeres da vida cotidiana e escrever acaba sendo impossível... (vc deve ouvir isso frequentemente, de fato estou repetindo esse discurso)
Mal sobra tempo pra escrever coisas bobas e raras como uma mensagem à um amigo, imagine parar pra dedicar um tempo danado a escrever um texto pra colocar todas as idéias que explodem na minha cabeça em um papel.
Há um turbilhão de assuntos que eu gostaria de opinar, produzir artigos de opinião mesmo, sabe? Escrever sobre política, segundo turno das eleições e palhaçada no horário eleitoral..., o clima que está uma loucura, praticamente todas as estações em um só dia como diz a Rô ..., o preço do alho que me deixou doida na última ida ao supermercado..., a violência no Rio de Janeiro insana e impulsiva exterminando crianças..., é tanta coisa... tantas idéias rondando minha cabeça, tantos livros que eu leio ao mesmo tempo e que acabo assimilando somente metade do que gostaria... tantos quadros que eu quero pintar... tanta arte que vem à mente e a falta de tempo do mundo capitalista batendo à minha porta junto com o peso dos verbos madrugar + estudar + trabalhar + estudar e talvez comer + dormir + agregados... é a correria da vida que embrulha tudo mesmo... Guimarães Rosa estava certo... é efemeridade “all the time”... é a loucura dos dias passando voando sobre nossas cabeças adormecidas guiadas por um sabe se lá de onde e do quê piloto automático...
De fato o único problema é que, embora escrever faça parte dos meus planos diários, infelizmente ainda não consigo prover minha renda dessa infinita e maravilhosa arte da letra, o que sobra é uma vontade absurda de colocar no papel milhões de coisas doidas que penso toda hora sobre tantas das coisas que acontecem.
E ultimamente tem acontecido tanta coisa absurda que as coisas doidas que eu penso estão parecendo normais. Só sei que tem humorista virando deputado e ladrão tentando ser de novo. Sei também que tem político fazendo campanha apelando pra baixaria e falácia que nem eleição pra reitor em universidade monopolizada pela corrupção de folders sobre vida íntima de adversário entre outras coisas...
Sei que o Rio de Janeiro está mais perigoso do que Afeganistão em tempos de guerra e que tem criança morrendo com tiro a queima roupa na porta de casa.
Mas infelizmente não dá tempo pra gente parar pra ficar pensando nisso... nossa vida também está correndo junto com o tempo... nossa vida não pára que prestemos atenção no que acontece ao nosso redor. Estou tentada a acreditar que esse individualismo é curso natural de nosso processo de evolução (será ?!).
Sei mais do que tudo que embora o mundo esteja de ponta cabeça, não dá pra permitir que nossa vida fique de pernas pro ar também, então nos apoderamos do discurso da falta de tempo pra nos confortarmos com nossa inércia diante dos acontecimentos do mundo.
De fato, grande parte das coisas que acontecem são para nós inalcançáveis e não podemos fazer nada acerca da situação, entretanto, o que eu acho inevitável é parar pra pensar acerca do que ocorre em volta de você mesmo, e ao mesmo tempo olhar pra si e perceber seu papel no mundo como alguém que não pode ficar alheio.
Participar ativamente da sociedade não é somente pensar acerca das coisas que acontecem, mas certamente fazer esse exercício é grande parte do processo, porque se não compreendemos o que está acontecendo ao nosso redor não sabemos que atitudes devemos tomar, e para participar tomando atitudes é necessário pensar acerca do que se vai fazer.
Sob esse contexto é que penso que há sim um comodismo de grande parte das mentes pensantes em dedicar seu tempo ao reflexo acerca do que acontece fora de si, o mundo exterior tem parecido cada vez mais distante de nós. Mas há também uma parte dos seres pensantes que sequer percebem o que acontece ao seu redor, estão adormecidos ou pelo correr da vida embrulhante e ácido, ou pela pura ignorância proposital ou não. E a porcentagem da população que me da medo é justamente a adormecida propositadamente, a que não vê nada ao seu redor porque não lhe convém ver, é o puro egocentrismo.
Tenho certeza que estou longe de ser um Carlos Minc no que diz respeito à postura socialmente correta (faço o que falo e etc.) (pelo menos até onde eu sei... vai saber...), mas não vendei meus olhos diante do mundo, aliás quanto mais eu olho pra o que há em mim, mais fico aberta a compreender o que acontece fora de mim.
Parece papo de professor de Yoga, e até acho que seja, mas estou numa vibe de autoconhecimento por causa da Gnoses (que eu já mencionei outra vez, mas nunca detalhei, ainda é incógnito também pra mim), então minha mente tem funcionado mais ou menos numa de pintar quadrinhos coloridos em casa e fazer arte sustentável com recorte de revista, vendo a vida com olhos impressionados com a rapidez com que tudo passa e vai embrulhando os valores da gente. Daí, nessa onda mais serena, optei por não ficar alheia ao universo que existe fora de mim, mas pra entendê-lo, percebi que precisava entender primeiro o que havia em mim (papo de filósofo, agora) e estou passando por um processo de vida dupla, uma de dentro e uma de fora (papo de bipolar dessa vez, rs.) tentando compreender o mundo e as coisas sem deixar inerte o incontrolável questionador que existe em mim.
Pode não dar tempo de escrever tudo que eu penso, talvez justamente porque eu pense muito e as vezes até perca as divagações, talvez fosse preciso andar com um bloquinho de anotações, aliás como seria bom se nosso cérebro registrasse tudo e passasse pra um pen drive depois, né? (rs.)
Mas o que realmente importa é não deixar de perceber o mundo ao redor, não ficar cego diante das injustiças, dos erros, das impunidades, da violência, da corrupção (que também é uma forma de violência). O que de fato importa é não deixar o mundo acontecer fora de nós sem perceber que fazemos parte dele e precisamos nos auto-conhecer pra entendê-lo. É participar da criticidade, sabendo em quem está votando e porquê, sabendo o nome do seu prefeito, de seu governador e suas propostas pra poder cobrar depois, mas principalmente, sabendo qual é seu papel diante das eleições e de tudo o mais que a vida proporciona, tendo consciência social pra refletir e estar contra as opiniões da massa quando você achar que deve estar, e também pra se manifestar quando for necessário, com total amplitude de visão acerca do que está acontecendo no momento.
Até porquê nossa vida é recheada de escolhas, a todo momento temos que tomar alguma importante decisão, mais ou menos importantes de acordo com nossos valores individuais, mas que vão de qual caminho escolher pra chegar mais rápido à escola ou em quem votar pra presidente, ou até aceitar um convite de casamento ou não, ou mudar de emprego ou não.
Todas essas escolhas são feitas através de um senso de valor que temos que inconscientemente nos direciona para qual decisão tomar, mais compatíveis com sua religião, educação e postura diante da vida, então refletir é um bom começo para tomar boas decisões e fazer boas escolhas.
É, escrever está mesmo praticamente impossível com essa coisa de mudança de função empregatícia e eventos acadêmicos em ação, mas tenho pensado muito acerca de muitas coisas e provavelmente essas idéias ressurgirão em algum momento e servirão de instrumento pra outros textos em outro momento, ou então darão lugar à reflexões ainda mais complexas, já que segundo o doidão do Einstein, a mente que se abre pra um idéia nova jamais volta ao tamanho inicial, assim de reflexão em reflexão deve acontecer alguma evoluçãozinha (rs.).
Então, nessa onda sereno-introspectiva, vamos refletindo daqui até o dia 30 em quem vamos votar pra presidente, quem sabe consigamos fazer uma boa escolha...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

LOMBINHO DEFUMADO

Há dias tenho tentado escrever, mas acho que minha indignação é tanta que não saem palavras, fico catatônica... mas hoje...hoje foi impossível não escrever nada sobre o que vem acontecendo com o mundo... aliás com o meu mundo, porque o dos outros eu não entendo, e nem poderia, acho que está tudo ao contrário...
Mas hoje eu precisava falar , eu precisava gritar...
Sabe quando o que tem dentro da gente é maior do que o que tem fora???
Daí dá uma vontade de transcender. Ir pra lá...
É isso que eu queria: ir pra lá
- Pra onde?
Pra qualquer lugar onde eu possa gritar bem alto... e respirar bem fundo sem me intoxicar...

To me sentindo um lombinho defumado, cozido e pesado... cujo cérebro parou em meio à fumaça aspirada.

Pra esse lugar virar deserto só faltam os camelos e as dunas... aliás no deserto não há vegetação para queimar, então há por lá um ponto de vantagem, por aqui ainda há verde pra queimar, e eles queimam... queimam... queimam...
Cáceres se tornou uma chaminé... aliás o Mato Grosso vai deixar de ser Mato e se tornar Cinza Grossa... porque é só isso que vai restar... cinzas... e mais pó pra somar a poeira que já existe...
Eu deduzo que as pessoas acordem de madrugada só pra colocar fogo em seus quintais e adjacências, só pode... porque mesmo durante a noite pode se ver a névoa de fumaça que se espalha no céu, que desde madrugada já nos coloca numa sensação térmica pior que a do inferno, lá pelo menos na há mosquitos... Já aqui...
Nem sei dizer o que vem primeiro, se minha indignação contra as queimadas domésticas e florestais e aí uma tristeza infinita com o fato de as pessoas estarem acabando com a coisa mais preciosa que temos ou vice-versa...
Na verdade esse meu sentimento cinza é da cor desse céu de setembro, ainda temos tempo pra ficar na fumaça... ainda há tempo para esses seres impregnar sua maldade com a mãe das mães, a natureza...
Cada vez que paro pra pensar fico numa tristeza infinita que envolve tanta coisa...
Há ainda esse período pré-eleitoral, e toda a cafajestagem que aparece a cada horário eleitoral. E a graça é tanta que pareceria um programa de humor se não fosse trágico pensar que são esses palhaços que vão nos representar perante as hierarquias da democracia fajuta que existe nesse país.
Pois bem, nem sei o que é pior, aliás, se é que os dois não estão em pé de igualdade, NE? Afinal, se houvessem políticas públicas para o enfrentamento e combate ao fogo criminoso, provavelmente estaríamos respirando melhor nesse setembro enfumaçado.
Há fumaça na minha caminhada, há sentimento cinza e olhos ardendo nas noites quentes dessa primavera... E as notícias não são animadoras... as chuvas ainda não virão... mas as eleições sim...
Dessa vez eu queria poder ter um candidato ambientalista pra poder votar nele, queria poder pedir pra que medidas de urgência fossem tomadas... queria pedir pra pouparem a natureza.
Não tenho um candidato pra votar, aliás nem sei em quem vou votar ainda, a coisa ta tão difícil que o lema poderia até ser “De ruim por ruim, vote em mim...”, quase como um tiririca da vida, que está praticamente eleito com um tema repugnante do tipo “eu não sei o que faz um deputado, nem vc, então vota em mim pra gente descobrir...” ou “quero ajudar as famílias carentes, inclusive a minha...”
De fato, o Jô tem razão “De humorista por humorista, vote num profissional”...
Quem sabe esse cara faça alguma coisa decente pelos outros não-familiares...
Só sei bem que já não respiro direito há dias, é uma falta de ar que vem da fumaça que tomou conta do ar e uma asfixia causada pelo enjôo que me dá toda vez que eu vejo deputado apertando a mão de pobre na rua... hipocrisia... pão e circo, em pleno século XXI.
Me indigna profundamente saber que em plena evolução tecnológica, o homem não é capaz de respeitar a única coisa pela qual a tecnologia não tem feito nada, a natureza... e me indigna ainda mais saber que vai continuar assim porque a cada eleição a única coisa que muda é meu sentimento de esperança, que cada vez está mais falido... assim como nosso sistema.
Só sei que não voto em corpo vazio e não ponho fogo em nada, muito menos naquilo que tenha vida... não mato a natureza e não contemplo politicagem de safadeza...

Pra ser sincera, nem sei ao certo o que dizer, a minha catarse é tão grande que fico sem palavras...
Fico tentando me exorcizar... botar pra fora a fumaça que engoli... pra pensar melhor, com clareza... Mas esse espetáculo pré-eleitoral faz minha razão entrar em colapso. Trata-se de uma peça teatral aonde somos apenas o público, sem direito a opinar na fala dos atores ou sequer modificar o roteiro da peça... Está errado.

A política deveria sim ser um espetáculo, mas de democracia, cultura, conhecimento, e quem deveria decidir o roteiro, éramos nós, eu, você, cidadãos comuns...

Mas sinceramente, o que se pode esperar de uma população que não possui sequer consciência ambiental, aliás consciência de sua saúde e os malefícios que o fogo causa...
Sinceramente, a população tem os candidatos que merecem...
O povo tem o governo que merece...
E se sobrevivermos à esse setembro, no próximo mês votaremos em quem nos convenceu mais, em quem for melhor ator, porque o círculo não vai parar enquanto não houver de fato consciência cidadã...

Quem não respeita o mundo que habita e os animais que vivem nele, não pode ser capaz de fazer boas escolhas, porque já começou fazendo a pior, a de ser alheio à vida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

COPA



domingo, 11 de abril de 2010

Leis Capitais

Leis capitais integram-se à vidas reais
Cidadãos incompreendidos negam os supra-sentidos imateriais
A justiça injusta finge buscar a cura
Mas a sociedade está maculada, plastificada
E a cura que já foi até tortura, hoje é terminantemente questionada.
Questionamentos intermitentes induzem soluções ineficientes aos nobres populares
Que por enganados ser humildemente se satisfazem em seus pobres lares
A ideologia dos favorecidos forma patamares,
Pois as hierarquias financeiras trazem uma tão esperada solução que só alcança os já cadáveres.
Mortos de fome ou soterrados...
Enterrados vivos pela ineficaz conduta governamental
Que além de corrupta é abrupta e mal compreende que o mínimo vital
É o mínimo social para o povo que é tratado como animal
Morando sobre o lixo que inunda suas casas junto com a água da chuva
E a culpa percai sobre a mãe natureza
Cuja frieza é salientada pela corva turva
Que insiste em exaltar sua dureza
Ora Homem tu constróis uma cidade inteira sobre o carpete que escondia a sujeira
E agora culpa a natureza que cumpre seu ciclo à sua maneira
Que sejam acalentadas as almas que vivem porque as que foram ao menos não verão sua vida se esvair junto com lama e lixo
E não mais serão tratados como bicho
A lei dos capitais mais uma vez vence a lei das morais
E sórdida, cálida, gélida, a chuva e a política encharcam os sonhos dos que perderam seus ancestrais.
Em solidaridade à tragédia que assola os mundos pobres do nosso país...
e em repúdio à sórdida e cínica justificativa política.
diga NÃO à POLÍTICO LADRÃO!!!


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Samba da Justiça


Eu não quero justiça
Pois quem quer justiça tem de trabalhar
Eu só quero sossego
Porque tenho medo de me cansar.

Justiça é um negócio complicado
tem que ter dinheiro guardado
para o advogado alimentar
E o juiz que é um homem ocupado 
deixa meu processo parado
me fazendo esperar

o advogado tem sua roça na linguagem
e seu labor de verdade
é defender o seu patrão
que por ser um cliente descuidado
errou ou foi enganado
e agora quer solução

e seu escrivão, sem consciência,
me trata sem paciência
quando tenho minhas ignorâncias
e todo mundo da casa da justiça
acha que sou mais um caipira
que nem merece lembrança

Mas um dia há de se ter justiça
sem toda essa malícia nesse país
o mundo será bem como eu quis
E a verdade que vai acontecer
é eu contar pra vc
que a justiça é ser feliz!

                                                               (texto adaptado de Marcos Moreira Vilela)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Justiça e Mídia: um debate que vai além da televisão (caso Isabella Nardoni)


Já se passaram 4 dias e todas as emissoras de TV, umas mais outras menos verdadeiras, aumentam seu IBOPE com o sensacionalismo em cima do roteiro do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá.

Confesso que também fico meio estagnada em frente a Tv vendo as informações que são repassadas e pensando o quanto eu gostaria de estar lá pra ver de perto um dos júris populares mais impactantes do país. Afinal também tenho um quê de justiceira e rezo todos os dias para que a justiça possa verdadeiramente ser feita nesse país, primeiro que enquanto futura jurista tenho a obrigação de crer que isso é impossível e de querer fazer minha parte pra que isso aconteça, e depois porque existe um lado humano em mim que abomina a crueldade e a violência, tão rotineiras nos dias atuais.

Mas um fato que tem me chamado atenção verdadeiramente é a comoção da população em busca da tão sonhada “justiça”. Existem pessoas dormindo em frente ao Fórum de Santana só pra ver, nem que seja por minutos, o julgamento mais esperado do ano. E convenhamos que ao esclarecer os fatos que levaram à morte da menina, a justiça brasileira estará mostrando que não se prendem somente ladrões de galinha nesse país, e que a justiça pode ser feita. Isso é algo para esperarmos como quem espera por um milagre, afinal graças ao nosso Poder Judiciário falido é que existem tantos casos de corrupção e intervenção política.

Mas o que de fato tem me indignado não é o andamento longo e moroso do processo, praxe nesse sistema atolado do Judiciário, tampouco o advogado suado do casal que parece esquecer que nossa perícia técnica é uma das melhores do mundo e insiste em criticar o trabalho dos profissionais ou o promotor de olhos baixos que parece não ter se esquecido de muita coisa, mas está sob a mira de toda uma nação e qualquer erro pode ser “fatal”. O que de fato tem me deixado estarrecida são as especulações sobre o caso, e isso se arrasta desde o acontecimento há dois anos atrás, mas agora com o julgamento acontecendo e com toda essa repercussão nacional, as emissoras de Tv estão se dedicando quase que inteiramente ao assunto. Algumas levam juristas renomados para esclarecer dúvidas, o que eu acho louvável, vez que ao menos assim não se contarão tantas lorotas e nem são ditas tantas besteiras. Outras estão fazendo o maior drama novelístico com o caso, editando até vídeos sobre a vida da menina e da mãe, e de fundo fica uma repórter falando coisas que a mãe supostamente teria dito.

É claro que também fico comovida com o caso, tanto que fui levada à escrever sobre o assunto, mas o que de fato me leva a escrever é o sensacionalismo que a imprensa tem feito sobre o caso, e ao invés de passar informações técnicas sobre o assunto e ter um caráter de fato informativo, instruindo a população sobre os trâmites normais dos júris populares de acordo com a lei pátria, insiste em transformar o assunto num show a parte, com personagens chorosos e um enredo dramático.

Na verdade ao que se parece, uma das características mais marcantes da imprensa hegemônica nos últimos tempos é a de incorporar a mesma lógica discursiva dos produtos midiáticos de entretenimento, em particular a telenovela, às notícias. Ou seja, transformam as notícias em novela para chamar mais a atenção do público menos exigente e deixam do lado o que de fato seria importante, que é passar a informação correta, informando a população do que é um júri popular como esse e os porquês de tanta demora.

Por ser um produto midiático enraizado no gosto popular, o jornalismo encontra na imitação da lógica narrativa da telenovela um meio para alcançar públicos e, assim, manter uma certa legitimidade social, uma vez que cada vez mais abandona o seu papel de fomentador do debate público.

Juridicamente o caso é extremamente interessante sim por se tratar de um indiciamento por homicídio doloso em que os acusados são parentes próximos da vítima, ou seja, trata-se de uma modalidade de parricidium* e isso por si só já é de uma intensidade profunda. Ocorre que casos semelhantes acontecem constantemente e a população ainda desconhece o funcionamento do poder pátrio criminalista.

Não pormenorizo a emoção da família em ter uma criança retirada do seu ciclo natural de vida por sei lá quem (ao que parece haverão esclarecimentos hoje). Na verdade considero abominável a atitude do casal “supostamente” culpado em permanecer indicando a presença de um terceiro no apartamento onde tinham gotas de sangue da criança e pegadas do pai em cima da cama que foi usada para arremessá-la do 6.º andar. O que discordo é todo esse condão virtual desnecessário. O caso por si só já tem características que dispensam musicas melódicas de fundo ou frases emocionadas. É um absurdo por si só.

Gostaria de ver um dia a mídia dando informações á população para que todos possam compreender como funciona o sistema penal do nosso país, e ainda, qual o papel de cada jurista num julgamento como esse, e porque demoram tanto todas as ações.

A população merece e precisa estar informada. Precisa conhecer o direito. Precisa ver a ciência jurídica no seu dia-a-dia e se familiarizar com a hermenêutica existente em cada decisão. Porque emoção ninguém precisa explicar, trata-se de algo inato, pré-estabelecido pelas divindades Celestes, mas no código penal não vem legenda explicativa para leigos e a Constituição Federal não é o livro de cabeceira do povo.


 

*Filho que mata pai

segunda-feira, 22 de março de 2010

Terra: Planeta Água

"Água dos rios...



águas da fonte...


o princípio...


que carrega a energia


de onde surge o ser.


de noite, de dia...


segue o horizonte.


água que guarda


ou transporta a vida


águas que movem moinhos...


água doce...


água florida


salgada...


refletida...


que circunda a terra...


que permite a vida...


vem com os ventos do sul...


vem com os ventos do norte....


lava o tempo...


leva a semente...


límpida...


transparente...


transportando a luz e a sorte!


saciando a sede


e nos poupando da morte...

E esse planeta azul, que um dia foi tranquilidade


hoje é anglo-saxã essa imensa azulidade


se instalou a força bruta, motora da iniquidade


apoiando-se em homens-desumanos brotou, floriu e murchou


a nova felicidade, plástico duro de razão


duro metal de sonhos, invocada a força das bombas


para o sentir dar vazão, vagando louco pelos cantos desse mundo cão.


quando secarem os rios, e depois morrerem os animais, e toda a terra enfim


segundo os religiosos ainda haverá parte de mim, de nós, a vagar pelo vazio


planeta, cheio de vermes que não têm mais consistência imagino nossa missão


após o apocalipse, milhares de espiritos vivos a observar a indecencia


depois de tudo que é efêmero nesse, nesse novo tempo que surgirá, somente almas


sem rumos quedarão a observar a imensa estupidez insana, que foi nossa existênca."


(poema de Lui Maldonado e anexos por mim, pela consciência da importância da substância líquida da vida para o ser. Porque se existe uma forma líquida para a vida, ela só pode estar na água... Dia 22 de março - Dia Mundial da Água - para comemorarmos enquanto ela ainda existe...)