Mostrando postagens com marcador "EnTRe AsPaS". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "EnTRe AsPaS". Mostrar todas as postagens
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Paciência!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Uma questão de ser...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
menina-teimosa
"Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço.”
Caio F.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Ma belle
"Ma belle,viver bem não é para amadores. Puxe para si a responsabilidade de encerrar de vez essa inimizade estéril, esse desgaste emocional tão nocivo à pele e ao humor. Você não é uma menina, é uma muher. E uma mulher deve saber discernir o que é, de fato, uma derrota e uma vitória. Derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesma..."
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Um dia de Alice
Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então.
(C. S. Lewis em ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - conselho de uma lagarta)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Uma casca de Nós
Desenterrando pneus
A borracha velha torturada
Pelas estrias de aço escovado
Anda com seu manto negro
Parte em busca dos refugiados
A pátria parida apodreceu
Em cada esquina escancarada uma
Velha estrada esburacada
São os dentes do futuro
São as catracas da sucata
São os sovacos de deus
Escorrendo filetes de suor
Enegrecidos pela fuligem carbonária
A borracha velha torturada
Pelas estrias de aço escovado
Anda com seu manto negro
Parte em busca dos refugiados
A pátria parida apodreceu
Em cada esquina escancarada uma
Velha estrada esburacada
São os dentes do futuro
São as catracas da sucata
São os sovacos de deus
Escorrendo filetes de suor
Enegrecidos pela fuligem carbonária
(Marcos Vinícius Leonel)
Em analogia Hawkiniana.... Yeah! baby, tudo tem recheio!!!!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sobre a BELEZA...
(...) A beleza é uma forma de gênio...mais elevada até do que o gênio, pois dispensa explicação. Pertence aos grandes fatos do universo, como a luz do sol, ou a primavera, ou o reflexo, nas águas escuras, dessa concha de prata que chamamos de lua. A beleza não sofre contestação. Tem o direito divino de soberania. Torna príncipes os que a têm.Sorri, senhor Gray? Ah! Não tornará a sorrir quando perder a beleza...Diz-se por vezes, que a beleza é apenas superficial. Talvez seja. Mas pelo menos, não é superficial como o pensamento. Para mim, a beleza é a maravilha das maravilhas! Só os espíritos fúteis não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível (...)
Oscar Wilde; Livro: O Retrato de Dorian Gray
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Oração Heavy Metal
Padrasto Nosso
Elvis Presley que estais no céu
muito escutado seja Bill Haley
venha a nós o Chuck Berry
seja feito som à vontade
assim como Hendrix, Sex Pistols e Rolling Stones.
Rock and roll que a cada dia melhora
escutai sempre Clapton e Neil Young
assim como Pink Floyd e David Bowie
Muddy Waters e The Monkeys.
E não nos deixar cair o volume do som
quando ouvirdes Black Sabath
mas livrai-nos do axé.
Amém!
Pedro Saulo de Souza, poeta brasiliense, em seu livro "Turnê de sentidos"
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Aleijado às Avessas
espantosas, que não quereria falar de
todas elas nem também calar-me sobre
alguma, a saber: há homens que
carecem de tudo, conquanto tenham
qualquer coisa em excesso − homens
que são unicamente um grande olho, ou
uma grande boca, ou um grande ventre,
ou qualquer outra coisa grande. – A
esses chamo eu aleijados às avessas.
Quando, ao sair da minha solidão,
atravessava pela primeira vez esta
ponte, não dei crédito aos meus olhos,
não cessei de olhar e acabei por dizer:
‘Isto é uma orelha! Uma orelha do
tamanho de um homem!’ Acercava−me
mais, e por trás da orelha movia−se
algo tão pequeno, mesquinho e débil
que fazia compaixão. E efetivamente: a
monstruosa orelha descansava num
tênue cabelo esse cabelo era um
homem! Olhando através de uma lente
ainda se podia reconhecer uma cara
invejosa, e também uma alma vã que se
agitava no remate do cabelo. O povo,
contudo, dizia−me que a orelha grande
era não só um homem mas um grande
homem, um gênio. Eu, porém, nunca
acreditei no povo quando ele me falava
de grandes homens, e sustento a minha
idéia de que era um aleijado às avessas
que tinha pouquíssimo de tudo e uma
coisa em demasia”.
(Trecho de Assim falou Zaratrusta - Friedrich Nietzche)
E como tudo o que vem de Nietzche... dramático, clandestino, forte, real...
E como tudo o que vem de Nietzche... dramático, clandestino, forte, real...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Para além do óbvio
Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio.
Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.
E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? a do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto.
(Clarice L.)
sábado, 22 de maio de 2010
Minha Feliz cidade.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sobre pensamentos e pessoas
"Em sã consciência podemos com o pensamento estar além de nós mesmos. Por meio de um lúcido esforço da mente podemos nos manter à distância das ações e suas conseqüências; e todas as coisas, boas e más, passam por nós como uma torrente. Não estamos integralmente envolvidos na natureza. Tanto posso ser um pedaço de madeira flutuando à deriva da corrente, quanto Indra no céu contemplando-o da altura. Posso ficar impressionado com um espetáculo de teatro e, por outro lado, não me comover com um acontecimento real que parece muito mais dizer-me respeito. Só me conheço como entidade humana, o palco, por assim dizer, de pensamentos e emoções; e sou consciente de certa duplicidade pela qual posso ficar tão distante de mim mesmo quanto de qualquer outra pessoa. Por mais intensa que seja a minha experiência, estou cônscio da presença e da crítica de uma parte de mim, que, como se não me pertencesse, fosse um espectador sem nenhuma participação na experiência, apenas anotando-a; e essa parte de mim não é mais eu do que é vós. Quando chega ao fim a comédia ou, quem sabe, a tragédia da vida, o espectador vai-se embora. Até onde lhe dizia respeito foi uma espécie de ficção, uma simples obra de imaginação. Essa duplicidade algumas vezes pode facilmente nos tornar amigos ou míseros vizinhos."
(THOREAU, Henry. 1854. Walden ou a vida nos bosques)
quinta-feira, 6 de maio de 2010
TEMPO
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Meio Clarice
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou."
(Clarice L.)
domingo, 25 de abril de 2010
Poeta
domingo, 18 de abril de 2010
A completude!
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
(Fernando Pessoa)
terça-feira, 13 de abril de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)

















