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sábado, 27 de novembro de 2010

Em desenho

por Mr. Cat pra mim..
Porque fui vetorizada pelas mãos que mais me conhecem em forma de agradecimento pelo poema...

É música, letra e desenho...

ARTE SE RETRIBUI COM ARTE!!!!




terça-feira, 23 de novembro de 2010

Música e Letra

us.



Eu sei e você sabe...
há muito mais música em nossa vida...
porque você é o som, e eu a letra...
e nossos dias dão o tom da nossa composição!!!
é a sintonia musical que completa nossos dias...
é a sinfonia...
a melodia...
juntos somos música e letra... mais que canção...


Porque não há rima mais forte que eu e você!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dizer!!!

Como que numa rotina necessária, todos os dias possíveis e formais abro meus e-mails, respondo os necessários, leio os jornais do dia, os online é claro, enfim, cumpro as formalidades...
Obviamente que não vejo a cotação do dólar, mesmo porque, embora isso influencie muito na minha vida porque interfere nos nossos impostos, não sou uma adepta das teorias mercantilistas, e se pudesse viveria sem sequer ouvir falar de dinheiro, até preciso rever meus conceitos acerca da economia do nosso país, mas confesso que de economia eu não entendo nada, nem ao menos como fazê-la...rs.
Mas leio coisas que me interessam e às vezes até me perco, de blog em blog, de site em site, no rizoma cybernético que é a internet.
Pois bem, ando lendo bastante, e encontrando frases maravilhosas, às vezes trechos de livros, pedacinhos de música, falas de filme, sempre encontro algo que me agrada e aplico na minha vida... sou adepta sim da palavra...
E hoje vi uma que me veio com tanta força que fui obrigada a finalmente escrever sobre algo que andou me tirando o sono há semanas atrás: tive uma crise existencial...rs.
Sempre que eu falo isso, as pessoas dão uma risadinha e esperam que eu vá dizer algo sobre auto-estima e felicidade ou algo semelhante. Não!!! Minha crise existencial é sobre felicidade sim, a profissional, mas minha auto-estima vai muitíssimo bem, obrigada. Aliás, nunca estive tão bem com ela, estamos tendo um relacionamento mais que amoroso...rs.
Na verdade minha crise existencial era sobre minha vida profissional. Sempre tive a sensação de que recém-formados são ex-estagiários, ex-unviersitários, ex-estudantes, ex-felizes...rs.
Pra mim, é como se a formatura fosse uma ruptura do vínculo acadêmico e um vácuo entre a futura vida profissional e a vida universitária... Ainda penso assim, porque dificilmente nos deparamos com recém-formados ganhando fortunas, ou estabilizados profissionalmente, na verdade quando isso ocorre ou adveio de algum investimento iniciado ainda na universidade (como casamentos por interesse por exemplo kkkk), ou o cara é um gênio, ou um baita sortudo, ou um exemplo de dedicação...
Então, como não sou nenhum gênio nem um exemplo de dedicação e disciplina, e minha sorte, embora das boas, certamente não vai depositar dinheiro na minha conta, e meus investimentos universitários se resumem ao intelectual... Surtei...
Comecei a achar que a minha formatura iria preceder o fim dos tempos de alegria...rs.
Fiquei neurótica, pensando que decisões tomar pra dar o rumo certo à minha vida...
Confesso que uma das coisas que mais me atormentam pro bem e pro mal, é minha intensa auto-análise... pro bem porque me conheço profundamente... e pro mal porque só paro de pensar nas coisas depois de muitíssimo bem resolvidas... não sou mulher de deixar pendências nem na vida afetiva... gosto das coisas muito bem esclarecidas... então minha tormenta de vida futura me atazanou por dias e dias...
Até que o obvio me veio de repente, inevitavelmente...
Os últimos anos da minha vida foram decisivos pra eu pudesse constatar quais eram os dons que eu carregaria comigo pra sempre, descobri que pra mim, a palavra, a letra faz mais sentido do que para a maioria... Percebi que a arte cênica, a fala, a voz me eram predominantes...
Me vi escrevendo sobre coisas e sobre o nada... Remeti aos anos de ensino médio quando o a cartinha do ENEM chegava em minha casa pra informar notas altíssimas na redação...
Fiz a constatação surreal de que qualquer coisa que eu escolhesse pra fazer da minha vida teria que me dar a possibilidade da fala, da palavra, da letra...
Sempre quis tocar instrumentos, a arte pra mim era o que conduzia a minha fé, aliás ainda é...Mas nunca tive muita paciência de aprender a tocar nada, e minha voz como cantora, é o ó...rs, embora eu adore cantar... principalmente com Mr. Cat quando estamos naqueles momentos bêbados equilibristas...rs.
De que maneira então eu poderia viver de arte????
Finalmente eu percebi que escrever é um dom, é para raros e poucos, é um exercício de desdizer o dito, de viver em palavras o que se tem no coração... e coração é o que eu mais tenho...
Estou definitivamente certa de que seja lá o que for que eu vá fazer, tem que ter a palavra, porque ela, pra mim, é meu jeito de ter o mundo em minhas mãos...
Eu jamais conseguiria passar horas a fio estudando todos os dias pra passar num desses concursos milionários... embora o dinheiro seja um grande atrativo nesse mundo canibal de economia capitalista...Eu jamais seria feliz ficando atrás de uma mesa 8 horas do meu dia...
Eu jamais seria feliz sem poder dizer o que eu penso e eu sinto sem precisar citar jurisprudências...
O direito foi minha escolha, e agora é minha vida, entretanto, fundamentalmente não há nada mais importante pra mim que ser feliz, e minha felicidade profissional está muito mais voltada a explorar essa minha paixão pela letra do que explorar a população com os salários exorbitantes sendo um jurista qualquer...
Posso não ganhar rios de dinheiro futuramente, mas certamente, sem qualquer dúvida serei a pessoa mais feliz desse mundo se eu puder ser um profissional que faz o que ama, e o que eu amo é escrever, ler, estudar, conhecer... seja o direito, seja a história, seja a filosofia, a sociologia... não importa... As ciências do homem me fascinam, me encantam, e eu jamais poderia viver sem esse encanto como combustível.
Então, quando eu vi essa frase, achei que Carlos Drummond quando a escreveu só poderia estar falando de mim...:

"As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra."


Definitivamente o tumulto que há em mim precisa da palavra pra extravasar, precisa do grito pra sussurrar idéias, precisa da letra pra estar vivo!
E eu quero viver do que me faz feliz, completa, eu quero viver do exercício do DIZER!!!



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Doce Novembro



Depois de dias sem ver as horas passar, numa correria que só pode ser coisa do demônio, mas com uma felicidade que chega a ferir e roer pulmões, aquele sentimento de missão cumprida e sucesso nas paradas hits...

Hora de absorver belezas e energias das cores dos flamboyants e jacarandás em flor!! Novembro é lindo...
 
Estou de mãos dadas com as chuvas doces de novembro, portadoras do colorido e da fertilidade.

Estou rezando pra que a primavera das flores demore bastante a passar e traga só de leve um verão colorido de chuvas pingadas e noites friorentas.
E às vezes, coisas boas acabam, para que coisas melhores possam começar. E O TEMPO VAI TIC TAC(ANDO) .......... numa música boa para os ouvidos...
Novembro começou com tudo... rs. fazendo vida nova numa mesma vida... tantas são as novidades...



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Das cores de mim



... quase um poema do possível, da extração da cor das horas e do passar interminável dos momentos, a cor é efêmera, tem dias que tá tudo azul, há dias que estou verde de fome, rosa de sutileza, amarelo de viver, e mesmo quando tá tudo cinza ainda há cor que é o que importa pro mundo não ficar sépia... E são tantas as cores de mim... 


sábado, 9 de outubro de 2010

O correr da vida

O correr da vida embrulha tudo, já dizia Guimarães Rosa...
Fico tentada a escrever sobre tudo, ou pelo menos quase tudo... mas aí vem as obrigações, os milhões de afazeres da vida cotidiana e escrever acaba sendo impossível... (vc deve ouvir isso frequentemente, de fato estou repetindo esse discurso)
Mal sobra tempo pra escrever coisas bobas e raras como uma mensagem à um amigo, imagine parar pra dedicar um tempo danado a escrever um texto pra colocar todas as idéias que explodem na minha cabeça em um papel.
Há um turbilhão de assuntos que eu gostaria de opinar, produzir artigos de opinião mesmo, sabe? Escrever sobre política, segundo turno das eleições e palhaçada no horário eleitoral..., o clima que está uma loucura, praticamente todas as estações em um só dia como diz a Rô ..., o preço do alho que me deixou doida na última ida ao supermercado..., a violência no Rio de Janeiro insana e impulsiva exterminando crianças..., é tanta coisa... tantas idéias rondando minha cabeça, tantos livros que eu leio ao mesmo tempo e que acabo assimilando somente metade do que gostaria... tantos quadros que eu quero pintar... tanta arte que vem à mente e a falta de tempo do mundo capitalista batendo à minha porta junto com o peso dos verbos madrugar + estudar + trabalhar + estudar e talvez comer + dormir + agregados... é a correria da vida que embrulha tudo mesmo... Guimarães Rosa estava certo... é efemeridade “all the time”... é a loucura dos dias passando voando sobre nossas cabeças adormecidas guiadas por um sabe se lá de onde e do quê piloto automático...
De fato o único problema é que, embora escrever faça parte dos meus planos diários, infelizmente ainda não consigo prover minha renda dessa infinita e maravilhosa arte da letra, o que sobra é uma vontade absurda de colocar no papel milhões de coisas doidas que penso toda hora sobre tantas das coisas que acontecem.
E ultimamente tem acontecido tanta coisa absurda que as coisas doidas que eu penso estão parecendo normais. Só sei que tem humorista virando deputado e ladrão tentando ser de novo. Sei também que tem político fazendo campanha apelando pra baixaria e falácia que nem eleição pra reitor em universidade monopolizada pela corrupção de folders sobre vida íntima de adversário entre outras coisas...
Sei que o Rio de Janeiro está mais perigoso do que Afeganistão em tempos de guerra e que tem criança morrendo com tiro a queima roupa na porta de casa.
Mas infelizmente não dá tempo pra gente parar pra ficar pensando nisso... nossa vida também está correndo junto com o tempo... nossa vida não pára que prestemos atenção no que acontece ao nosso redor. Estou tentada a acreditar que esse individualismo é curso natural de nosso processo de evolução (será ?!).
Sei mais do que tudo que embora o mundo esteja de ponta cabeça, não dá pra permitir que nossa vida fique de pernas pro ar também, então nos apoderamos do discurso da falta de tempo pra nos confortarmos com nossa inércia diante dos acontecimentos do mundo.
De fato, grande parte das coisas que acontecem são para nós inalcançáveis e não podemos fazer nada acerca da situação, entretanto, o que eu acho inevitável é parar pra pensar acerca do que ocorre em volta de você mesmo, e ao mesmo tempo olhar pra si e perceber seu papel no mundo como alguém que não pode ficar alheio.
Participar ativamente da sociedade não é somente pensar acerca das coisas que acontecem, mas certamente fazer esse exercício é grande parte do processo, porque se não compreendemos o que está acontecendo ao nosso redor não sabemos que atitudes devemos tomar, e para participar tomando atitudes é necessário pensar acerca do que se vai fazer.
Sob esse contexto é que penso que há sim um comodismo de grande parte das mentes pensantes em dedicar seu tempo ao reflexo acerca do que acontece fora de si, o mundo exterior tem parecido cada vez mais distante de nós. Mas há também uma parte dos seres pensantes que sequer percebem o que acontece ao seu redor, estão adormecidos ou pelo correr da vida embrulhante e ácido, ou pela pura ignorância proposital ou não. E a porcentagem da população que me da medo é justamente a adormecida propositadamente, a que não vê nada ao seu redor porque não lhe convém ver, é o puro egocentrismo.
Tenho certeza que estou longe de ser um Carlos Minc no que diz respeito à postura socialmente correta (faço o que falo e etc.) (pelo menos até onde eu sei... vai saber...), mas não vendei meus olhos diante do mundo, aliás quanto mais eu olho pra o que há em mim, mais fico aberta a compreender o que acontece fora de mim.
Parece papo de professor de Yoga, e até acho que seja, mas estou numa vibe de autoconhecimento por causa da Gnoses (que eu já mencionei outra vez, mas nunca detalhei, ainda é incógnito também pra mim), então minha mente tem funcionado mais ou menos numa de pintar quadrinhos coloridos em casa e fazer arte sustentável com recorte de revista, vendo a vida com olhos impressionados com a rapidez com que tudo passa e vai embrulhando os valores da gente. Daí, nessa onda mais serena, optei por não ficar alheia ao universo que existe fora de mim, mas pra entendê-lo, percebi que precisava entender primeiro o que havia em mim (papo de filósofo, agora) e estou passando por um processo de vida dupla, uma de dentro e uma de fora (papo de bipolar dessa vez, rs.) tentando compreender o mundo e as coisas sem deixar inerte o incontrolável questionador que existe em mim.
Pode não dar tempo de escrever tudo que eu penso, talvez justamente porque eu pense muito e as vezes até perca as divagações, talvez fosse preciso andar com um bloquinho de anotações, aliás como seria bom se nosso cérebro registrasse tudo e passasse pra um pen drive depois, né? (rs.)
Mas o que realmente importa é não deixar de perceber o mundo ao redor, não ficar cego diante das injustiças, dos erros, das impunidades, da violência, da corrupção (que também é uma forma de violência). O que de fato importa é não deixar o mundo acontecer fora de nós sem perceber que fazemos parte dele e precisamos nos auto-conhecer pra entendê-lo. É participar da criticidade, sabendo em quem está votando e porquê, sabendo o nome do seu prefeito, de seu governador e suas propostas pra poder cobrar depois, mas principalmente, sabendo qual é seu papel diante das eleições e de tudo o mais que a vida proporciona, tendo consciência social pra refletir e estar contra as opiniões da massa quando você achar que deve estar, e também pra se manifestar quando for necessário, com total amplitude de visão acerca do que está acontecendo no momento.
Até porquê nossa vida é recheada de escolhas, a todo momento temos que tomar alguma importante decisão, mais ou menos importantes de acordo com nossos valores individuais, mas que vão de qual caminho escolher pra chegar mais rápido à escola ou em quem votar pra presidente, ou até aceitar um convite de casamento ou não, ou mudar de emprego ou não.
Todas essas escolhas são feitas através de um senso de valor que temos que inconscientemente nos direciona para qual decisão tomar, mais compatíveis com sua religião, educação e postura diante da vida, então refletir é um bom começo para tomar boas decisões e fazer boas escolhas.
É, escrever está mesmo praticamente impossível com essa coisa de mudança de função empregatícia e eventos acadêmicos em ação, mas tenho pensado muito acerca de muitas coisas e provavelmente essas idéias ressurgirão em algum momento e servirão de instrumento pra outros textos em outro momento, ou então darão lugar à reflexões ainda mais complexas, já que segundo o doidão do Einstein, a mente que se abre pra um idéia nova jamais volta ao tamanho inicial, assim de reflexão em reflexão deve acontecer alguma evoluçãozinha (rs.).
Então, nessa onda sereno-introspectiva, vamos refletindo daqui até o dia 30 em quem vamos votar pra presidente, quem sabe consigamos fazer uma boa escolha...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E choveu


Porque choveu no meu céu...
O azul ficou de um tom tão belo...
E a casa tão aprumadinha...
Tô feliz que só...
Notícias boas têm estado na página principal do meu jornal...
E qualquer visita ruim dos sonhos de barriga cheia não mudarão meu humor...
tô vestida e armada com as armas de Jorge...
Tem flores no jardim da minha alma... e na esquina da minha casa também...
E choveu...
quando chove eu fico mais forte!!!